domingo, 18 de janeiro de 2009

COMO LEVAR AS CRIANÇAS A VIVENCIAREM AS HISTÓRIAS

Como Contar Histórias a Crianças Pequenas

Dick Duerkson
“...vocês devem brilhar como as estrelas no céu, entregando a eles a mensagem da vida” (Filipenses 2:15, 26, BLH).

“Gostaria que todos vocês sentassem com as pernas cruzadas e se assentassem sobre elas, a fim de que seus pés não sejam vistos. Assim como eu estou fazendo. Veja se você consegue esconder seus pés, João. Muito bem. Agora irei contar-lhes uma história maravilhosa a respeito de um menino cujos pés estavam há tantos anos quebrados que ele não conseguia correr ou saltar ou brincar. Ele tinha de sentar-se assim como estamos agora – porém, não por alguns instantes, mas o tempo todo. Seu nome era Mefibosete”.
Fazer com que as crianças vivenciem a história exige participação ativa de todos os sentidos: tato, olfato, visão, audição, paladar e emoções. Requer toda a energia e concentração que você pode reunir a fim de que o sucesso venha na proporção direta do quanto você investiu na história. Quando a história se torna viva, você verá fascínio em dezenas de olhos atentos, irá se alegrar ao ver que a atenção está na história e que as conversas paralelas cessam. Seus ouvintes devem distanciar-se da sala da Escola Sabatina enquanto caminham lado a lado pelas ruas poeirentas com Jesus, com Rute, Paulo, Eva, Davi.

Para ser bem-sucedido ao contar a história, damos algumas sugestões:

1. Busque a mensagem central da história e escreva-a em uma única sentença. Repita essa sentença várias vezes durante a história a fim de que as crianças a memorizem. Na história de Mefibosete, a mensagem central é: “Embora você possa se sentir como um cão morto, vindo de “lugar nenhum”, Deus o vê como um de Seus filhos favoritos”.

2. Leia a história e atente para os momentos sensoriais. Como Mefibosete sentiu a diferença ao trocar suas roupas ásperas pelas roupas de seda de um príncipe? Qual era o aroma do palácio? Como o cheiro era diferente de sua casa em Lo-Debar? De que cores eram as cortinas nos aposentos do palácio? Descreva o som da voz do rei Davi. Como sua voz soava a Mefibosete?

3. Busque os detalhes da história. Onde ficava Lo-Debar? Por que Mefibosete estava escondido lá? Qual é o significado do nome da cidade? Quem o escondeu lá? Por que ele se sentia como um “cão morto”? Como ele imaginava que Davi iria tratá-lo? As respostas a perguntas como essas irá encher sua história com detalhes fascinantes que a tornam mais verossímil, pessoal e real. Sua melhor fonte de pesquisa inclui livros sobre a vida e tempos bíblicos, comentários bíblicos, dicionários bíblicos e notas marginais de seu estudo da Bíblia. Mantenha seus olhos abertos aos detalhes que poderiam chamar a atenção das crianças e levá-las a se maravilharem.

4. Escolha palavras sensoriais e use-as de forma descritiva. Enquanto seca a testa e sorve longamente a água do copo, dê um suspiro profundo e diga: “Mefibosete vivia em uma cidade quente e poeirenta”, as crianças deveriam sentir-se suadas e com sede. Algumas delas de fato irão imitar seus gestos e suspirar junto com você. Quando o rei Davi coloca Mefibosete para sentar-se à sua mesa, descreva como as almofadas eram macias, o cheiro delicioso da comida e o sabor gostoso do suco fresco de maçã.

5. Envolva os sentidos das crianças. Faça-as sentarem-se como Mefibosete se assentava, com os pés que não podiam caminhar, escondidos sob o corpo. Faça com que encenem como se estivessem com medo do rei, assombrados com a vista a Jerusalém, repelido por cheirar como um cão morto, e admirados com o alimento delicioso na mesa de Davi.

6. Esteja preparado para as respostas das crianças. As crianças gostam tanto de participar quanto de ouvir. Se a sua história for bem-sucedida, as crianças terão se envolvido e estarão buscando retratos de sua própria vida ao sua história repassar o vídeo da vida de Mefibosete. Quando você descreve os sentimentos de tristeza dele, “como um cão morto”, esteja preparado pois a criança irá desejar falar a respeito de seu bichinho de estimação que morreu. Outra poderá lembrar-se de haver caminhado por um lugar poeirento e quente e outras ainda desejarão falar a respeito de seus alimentos prediletos – “assim como Mefibosete à mesa do rei”. Quando a criança o interrompe para descrever algo de sua própria vida, ouça, reafirme e então ligue o comentário à sua história. “Lucas, estou triste de que você já tenha caminhado por um lugar poeirento e quente. Foi assim que Mefibosete se sentiu quando teve de deixar o palácio onde vivia com seu pai. Mas, quando Mefibosete chegou em Lo-Debar ...”

7. Ore para que Deus capacite sua imaginação a fim de que seja capaz de contar a história de forma honesta, clara e interessante. Quando findá-la, peça às crianças para resumi-la. Portanto, quando vocês estão realmente tristes e sentem como se ninguém se importasse, que sentimentos Deus tem por vocês? Ouça-lhes a resposta e então use sua mensagem central para consolidar o significado da história na mente das crianças.

Acima de tudo, lembre-se de que ao contar a história você está sendo a voz de Deus, descrevendo-Lhe o caráter às crianças.

[Extraído de Kids’ Ministry Ideas, janeiro-março de 2005, pp. 6-7.]

2 comentários:

  1. simplesmente amei o trato dado à esta história

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  2. Obrigada, Jaqueline.
    Espero continuar colaborando.
    Quer se juntar a nós como seguidora?

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