terça-feira, 7 de agosto de 2012


O VALOR EDUCACIONAL DAS  HISTÓRIAS

Profa. Nelma Paula de Almeida Valentim

Tomando por base o livro Técnicas de contar histórias – um guia para desenvolver as suas habilidades e obter sucesso na apresentação de uma história de Vania D’Angelo Dohme, temos a compreensão de que as histórias são excelentes ferramentas de trabalho na tarefa de educar e vários motivos existem para isso:

·         As crianças gostam muito

·         Levam a uma empatia com os alunos

·         A variedade de temas é praticamente inesgotável

·         Pouca exigência de recursos materiais para sua aplicação

·         Os vários aspectos educacionais que podem ser focados

Por meio dos exemplos contidos nas histórias, as crianças adquirem maior evidência. O contato com os impulsos emocionais, as reações e os instintos comuns aos seres humanos e o reconhecimento dos fatos e efeitos causados por estes impulsos são exemplos de vida.

Segundo a autora, as histórias são muito úteis para trabalhar os seguintes aspectos internos da crianças:

ü  Caráter: Histórias escolhidas de feitos heróicos, conteúdos que encerram lições de vida, fábulas em que o bem prevalece sobre o mal são lições que as crianças absorvem.

Por meio das histórias, os meninos defrontam-se com situações fictícias e percebem as várias alternativas que elas oferecem, podendo antever as conseqüências que a decisão por cada uma delas trará. Com isso adquirem vivência e referências para montar os seus próprios valores.

ü  Raciocínio: As histórias mais elaboradas, de enredos intrigantes, agitam o raciocínio das crianças, que as acompanham mentalmente, interrogando-se como agiriam naquela situação.

ü  Imaginação: os meninos ouvem atentos as narrações e com isso acompanham-nas mentalmente. Desta forma consegue-se situações verdadeiramente formidáveis! Com elas podemos transitar pelo tempo e o espaço, estando ora na pré-história, ora pisando em galáxias estranhas. Podemos “bater um papo” com Hércules, participar de rituais indígenas ou conhecer a selva. Nas histórias tudo é possível!

O exercício da imaginação traz grande proveito às crianças, primeiro porque atende a uma necessidade muito grande que elas têm de imaginar. As fantasias não são somente um passatempo; elas ajudam na formação da personalidade na medida em que possibilitam fazer conjecturas, combinações, visualizações como tal coisa seria “desta” ou “de outra forma”.

·         Criatividade: Uma vez que a criatividade é diretamente proporcional à quantidade de referências que cada um possui, quanto mais “viagens” a imaginação fizer, tanto mais aumentará o “arquivo referencial” e, consequentemente, a criatividade.

As histórias aumentam o horizonte dos ouvintes, com elas: eles “conhecem a China”, “pisam na Lua”, voam através do tempo, da pré-história aos dias de hoje, travam conhecimento com fadas, duendes, monstros e heróis.

Estas emoções semeiam a imaginação e estimulam a criatividade.

·         Senso Crítico: A cada dia que passa assistimos abismados à falta de senso crítico nos indivíduos. Aumenta a procura de elementos massificantes, tais como grifes e modismos, tolhendo e até envergonhando o indivíduo de ter as suas próprias idéias.

É preciso que as pessoas tenham olhos para ver a realidade da sociedade que as cerca, identificando as atitudes que levam à prosperidade, para incentivar estas e reprimir as danosas, e saber manejar as suas opiniões, para que em conjunto com o pensamento dos demais, possam ter uma vida útil e feliz.

As histórias atuam como ferramentas de grande valia na construção desse senso crítico, porque por meio delas os alunos tomam conhecimento A visão de outras realidades fará com que vejam “os dois lados de uma mesma moeda”, gerando tomadas de posições e construindo uma personalidade ativa.

·         Disciplina: É entendida como aceita e praticada espontaneamente pela criança e não como algo imposto inquestionavelmente pelo educador.

No momento que trabalhamos com algo que a criança realmente gosta, que sente que foi preparado com carinho para ela, as chances de ter uma postura atenta e participativa aumentam muito.

Ela não irá gritar ou fazer algazarra se tiver algo muito mais interessante para fazer: ouvir uma história!

Algo que ela espera ser interessante, porque confia que foi preparado especialmente para ela e para o seu grupo.

A situação fará a criança perceber que existe momento para tudo: brincar, se divertir e também para prestar atenção, e o que é melhor: que vale a pena prestar atenção!

Isso contribuirá para o aumento de sua capacidade de concentração e para o desenvolvimento de uma atitude crítica em relação ao seu comportamento e ao dos demais, ou seja, levará a uma disciplina consciente e assumida pela própria criança.

Transmissão de valores através das histórias

Para Vania Dohme, os valores são fundamentos universais que regem a conduta humana. São elementos essenciais para viver em constante desenvolvimento, baseada no alto conhecimento em direção a uma vida construtiva, satisfatória, em harmonia e cooperação com os demais. Segundo a autora, fazer uma análise de quais valores desejaríamos passar por meio de um processo educacional demandaria uma maior reflexão, mas algumas indagações podem ser feitas:

·         Quais os valores que importam? O que é importante para mim como educador?

·         Que tipo de valores eu reconheço como importante nos demais?

·         Quais deles eu gostaria de ajudar a construir?

·         Quais são adequados a uma criança?

·         Quais deles eu posso transmitir por meio de um processo educacional, levando em conta os meus recursos materiais e humanos?

As repostas não serão iguais de uma pessoa para outra, mas certamente muito semelhantes. De um modo geral, começar a preocupar-se com a transmissão de valores é o grande passo, o envolvimento com a matéria será natural e a satisfação que o retorno das crianças proporcionará será uma mola propulsora para o constante desenvolvimento no trabalho com valores na educação. Alguns autores oferecem sugestões que podem servir de base para reflexão e escolha. De qualquer forma e eleição de determinado valor não deve ser um processo isolado. Ela deve fazer parte de um planejamento em que se levam em conta as características dos alunos, o conjunto de objetivos educacionais e os recursos disponíveis. Na medida do possível, a participação dos pais no processo de escolha e o envolvimento na aplicação são altamente desejáveis.

 A autora apresenta, em ordem alfabética, alguns valores que devem ser trabalhados com crianças:

 ·         Alegria: Boa disposição para fazer as coisas. Propensão a ver e mostrar o lado divertido das coisas.
·         Amor: Desejar o bem para outras pessoas. Ter apego às suas produções e bens, ao meio em que se vive e às pessoas.
·         Compartilhar: Dividir suas coisas com os demais. Reconhecer o direito ou o legítimo desejo das outras pessoas usufruírem igualmente de pertences ou oportunidades.
·         Confiabilidade: Ter uma conduta constante e verdadeira, capaz de conquistar crédito de um bom procedimento.
·         Cooperação: Capacidade a atuar com outras pessoas de forma consistente e produtiva.
·         Coragem: Resolução, perseverança, constância e firmeza perante situações novas e desafiantes.
·         Cortesia: Ser afável, atento e bem-educado.
·         Disciplina: Obedecer a ordens preestabelecidas, combinadas e anteriormente aceitas. Capacidade de praticar atos que resultem no aprimoramento de si próprio ou de sua comunidade.
·         Honestidade: Apropriar-se exclusivamente do que lhe pertence. Conhecer os limites de suas propriedades em relação às de outras pessoas. Ter atitudes coerentes com o seu pensamento e suas convicções. Compartilhar os seus sentimentos de forma verdadeira.
·         Igualdade: Reconhecimento de direitos iguais a todas as pessoas. Não se ater a preconceitos e tratar as pessoas da mesma forma.
·         Justiça: Capacidade de fazer julgamentos desassociados de seus próprios interesses. Ter sensibilidade e disponibilidade para ouvir e entender as razões que levam outra pessoa a determinada conduta. Capacidade de dar a cada um o que lhe pertence.
·         Lealdade: Amor e fidelidade à verdade. Incapacidade de trair, falsear ou enganar.
·         Limpeza: Reconhecer os benefícios da limpeza interna e externa. Ter atitudes para obtê-las.
·         Misericórdia: Reconhecimento e compaixão pelas necessidades alheias. Aceitação e compreensão das limitações dos demais.
·         Paciência: Ter resistência para suportar os reveses. Tranqüilidade para esperar. Aceitar as características e limitações dos demais. Entender que cada um tem o seu “ritmo” e saber conviver com isso.
·         Paz: capacidade de reconhecer os benefícios da harmonia e trabalhar em prol dela.
·         Respeito: Atenção às outras pessoas. Consideração pelas suas atitudes e ações.
·         Responsabilidade: Estar consciente de suas obrigações e disposto a trabalhar por elas. Estar comprometido com aquilo que afirma e com a forma com que se comporta.
·         Solicitude: Estar disposto a ajudar e fazer favores, prestar voluntariamente um serviço ao próximo.
·         Tolerância: Respeito e consideração pelas opiniões e atitudes dos demais.


As histórias infantis e a transmissão de valores

As histórias são úteis na transmissão de valores porque dão razão de ser aos comportamentos humanos. Tratam de questões abstratas, difíceis de serem compreendidas pelas crianças quando isoladas de um contexto. A criança é incapaz de raciocinar no abstrato. Assim, virtudes, maus hábitos, defeitos ou esforços louváveis que interferem no comportamento social do indivíduo, gerando consequências na sua vida, não podem ser entendidos com esta clareza pelas crianças. Falta referencial capaz de associar uma questão de comportamento a um fato: Fulano agiu assim e deu-se mal... a falta de lealdade de Beltrano fez a verdade vir à tona... Se nós adultos, com tanta vivência, muitas vezes nos perdemos na tentativa de associar tendências a fatos, tendo dificuldade de prever se determinada atitude levará à melhor situação, o que pensar das crianças com pouca experiência e com um mundo todo a descobrir! A história traz o abstrato ao entendimento das crianças, e com isso municia-as com experiências que aumentarão a sua vivência, aumentando suas possibilidades dentro do relacionamento social. O trabalho com estas figuras que sintetizam uma série de conceitos também proporcionará ao educador um maior conhecimento de suas crianças, que, expressando suas opiniões dentro do concreto que é a temática da própria história, manifestarão os sentimentos abstratos que provocam o seu íntimo. Em última análise, as histórias ensinam a criança a crescer e a pensar.

Bibliografia:
VANIA D`ANGELO DOHME, Técnicas de contar Histórias. 5ª ed., São Paulo, Informal Editora, 2000.

Extraído de Departamento Nacional de Escola Dominical – Igreja Metodista/Sede Nacional  - www.metodista.org.br


sexta-feira, 27 de julho de 2012

EDUCAÇÃO DAS CRIANÇAS


Qual é o valor de prestar atenção à educação das crianças desde muito cedo? A Bíblia diz em Provérbios 22:6: “Instrui o menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele.”

Que espera Deus dos pais enquanto eles educam os seus filhos? Os pais devem ser um exemplo piedoso em palavras e ações. A Bíblia diz em Deuteronômio 6:6-7: “E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; e as ensinarás a teus filhos, e delas falarás sentado em tua casa e andando pelo caminho, ao deitar-te e ao levantar-te.”

Deus quer que os pais sejam pacientes. A Bíblia diz em Colossenses 3:21: Vós, pais, não irriteis a vossos filhos, para que não fiquem desanimados.”

Que espera Deus de uma mãe? A Bíblia diz em Provérbios 31:26: Abre a sua boca com sabedoria, e o ensino da benevolência está na sua língua.”

A disciplina é uma expressão do amor da parte dos pais. A Bíblia diz em Provérbios 13:24: Aquele que poupa a vara aborrece a seu filho; mas quem o ama, a seu tempo o castiga.”

A correção firme e afável ajuda as crianças a compreender. A Bíblia diz em Provérbios 29:15:“A vara e a repreensão dão sabedoria; mas a criança entregue a si mesma envergonha a sua mãe.”

O propósito da disciplina é para ajudar as crianças a atingir maturidade, não para enfurecê-los. A Bíblia diz em Efésios 6:4:“E vós, pais, não provoqueis à ira vossos filhos, mas criai-os na disciplina e admoestação do Senhor.”

Muitas vezes, as crianças pagam as consequências dos pecados dos pais. A Bíblia diz em Êxodo 34:7:“Que usa de beneficência com milhares; que perdoa a iniqüidade, a transgressão e o pecado; que de maneira alguma terá por inocente o culpado; que visita a iniqüidade dos pais sobre os filhos e sobre os filhos dos filhos até a terceira e quarta geração.”

Como quer Deus que os filhos se comportem? A Bíblia diz em Efésios 6:1:“Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo.”



domingo, 22 de julho de 2012

DEIXE A SUA LUZ BRILHAR

"Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras, e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus" (Mateus 5:16).

Textos adicionais: Efésios 6:10-17; Hebreus 13:5; Romanos 12:12, 21.

Material Necessário

1 abajur pequeno sem o quebra-luz

4 quadrados de papel de embrulho dobrados ao meio

Uma caneta hidrográfica ou giz de cera preto

Modo de Preparar

Dobre o papel ao meio e faça um recorte centralizado na dobra de cada quadrado de papel, suficientemente grande para permitir que a lâmpada passe por ele.

Com a caneta ou giz de cera, escreva um pecado em cada uma das folhas dobradas para impedir que a luz brilhe (desobediência, mentira, inveja etc.).

Mensagem

"Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras, e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus" (Mateus 5:16).

(Coloque a lâmpada do abajur e as folhas de papel sobre a mesa.)

A lâmpada representa qualquer um de nós. Sem Cristo não temos luz. Pois Ele é a verdadeira Luz e é a Sua luz que refletimos (João 1:9). (Ligue a lâmpada.) Agora que temos luz, devemos deixá-la brilhar (Mateus 5:16).

Algumas vezes, os pecados impedem que Cristo brilhe através de nós.

Primeiro papel: Desobediência. Comente: Quando desobedecemos nossos pais, os professores na escola ou os líderes na igreja, estamos impedindo que a luz de Jesus brilhe através de nós.

(Desdobre o papel com a palavra "Desobediência" e cubra a lâmpada.) Se realmente procuramos ser honestos em tudo, a luz de Jesus irá brilhar intensamente por meio das nossas atitudes e do nosso comportamento (atravesse o papel na lâmpada pelo corte feito, até que esta fique totalmente visível e o seu brilho seja revelado).

Segundo papel: Mentira (Fofoca entre amigos, vizinhos, parentes, etc.).

Contar mentiras também impede que a luz de Cristo brilhe através de nós (coloque o papel cobrindo a luz). Quando vencemos essa tentação (passe a lâmpada pelo corte do papel), estamos deixando nossa luz brilhar. Deus nunca permite que Seus filhos sejam tentados além do que possam suportar (I Coríntios 10:13) e estará sempre dando forças para que eles consigam vencer cada tentação.

Terceiro papel: Negligência (Levantar tarde no sábado de manhã, não estudar a Bíblia, não se alimentar corretamente etc.).

Algumas vezes somos tentados a dormir até mais tarde, a não estudar a nossa Bíblia, não desenvolver bons hábitos alimentares ou fazer tantas coisas que nos prejudicam (coloque o papel sobre a luz). Ao fazer isso, impedimos que a luz de Jesus brilhe através de nós. Quando fazemos o que é correto, vencemos a preguiça, levantamos sempre na hora certa, desenvolvemos bons hábitos (passe a luz pela fenda do papel), estamos deixando a luz de Jesus brilhar através de nós.

REFLEXÃO

Muitas vezes, nós nos esquecemos de que devemos brilhar, que devemos refletir a luz de Jesus. Deus nos permitiu nascer com a missão de mostrar a todos o Seu grande amor em toda a nossa vida. Não devemos viver uma vida "apagada", sem a luz de Jesus em nós. Vamos começar a deixar nossa luz brilhar hoje mesmo?

Extraído de


sexta-feira, 13 de julho de 2012

MEMORIZAÇÃO DAS ESCRITURAS


“A memorização das Escrituras pode ser divertida se você torná-la um jogo. Divida a passagem em seções menores. Ilustre-as com figuras que esclareçam o significado. Muitas passagens bíblicas foram transformadas em letra de músicas. Se alguma vez você já cantou o Messias, de Haendel, conhece o poder da música para gravar as Escrituras na mente. Transforme o projeto de memorização num assunto de família, com a mamãe e o papai participando também. Ofereça um incentivo para quem completar seu projeto de memorização.
Um modo eficaz de ajudar crianças a aprender passagens mais longas é fazer um livretinho ilustrado. Use uma gravura atraente de um lado e as palavras de um verso ou frase do outro.”

Extraído de HABENICHT, Donna. Como ajudar seu filho a amar Jesus, Tauí, CASA PUBLICADORA BRASILEIRA, 2011, primeira edição, página 83

OUVIR OS FILHOS


“Na correria da vida doméstica de todos os dias, como você pode comunicar a seus filhos que está realmente ouvindo o que dizem?

Primeiro, pare o que estiver fazendo. Resmungar ‘ã-hã’ enquanto continua a ler o jornal não é ouvir. Mas fazer uma pausa em sua atividade significa: ‘Você é mais importante para mim do que qualquer outra coisa’.

Segundo, incline-se até o nível de seu filho, olhe nos seus olhos e sorria. O contato visual e o sorriso dizem: ‘Eu me importo com você’.

Terceiro, faça comentários apropriados. Responder àquilo que a criança diz comunica: ‘Suas ideias são importantes e vale a pena ouvi-las’.”

Extraído de HABENICHT, Donna. Como ajudar seu filho a amar Jesus, Tauí, CASA PUBLICADORA BRASILEIRA, 2011, primeira edição , página 11


quinta-feira, 28 de junho de 2012

COMO LEVAR AS CRIANÇAS A VIVENCIAREM AS HISTÓRIAS

Como Contar Histórias a Crianças Pequenas

Dick Duerkson

“...vocês devem brilhar como as estrelas no céu, entregando a eles a mensagem da vida” (Filipenses 2:15, 26, BLH). “Gostaria que todos vocês sentassem com as pernas cruzadas e se assentassem sobre elas, a fim de que seus pés não sejam vistos. Assim como eu estou fazendo. Veja se você consegue esconder seus pés, João. Muito bem. Agora irei contar-lhes uma história maravilhosa a respeito de um menino cujos pés estavam há tantos anos quebrados que ele não conseguia correr ou saltar ou brincar. Ele tinha de sentar-se assim como estamos agora – porém, não por alguns instantes, mas o tempo todo. Seu nome era Mefibosete”. Fazer com que as crianças vivenciem a história exige participação ativa de todos os sentidos: tato, olfato, visão, audição, paladar e emoções. Requer toda a energia e concen-tração que você pode reunir a fim de que o sucesso venha na proporção direta do quanto você investiu na história. Quando a história se torna viva, você verá fascínio em dezenas de olhos atentos, irá se alegrar ao ver que a atenção está na história e que as conversas paralelas cessam. Seus ouvintes devem distanciar-se da sala da Escola Sabatina en-quanto caminham lado a lado pelas ruas poeirentas com Jesus, com Rute, Paulo, Eva, Davi. Para ser bem-sucedido ao contar a história, damos algumas sugestões:

1. Busque a mensagem central da história e escreva-a em uma única senten-ça. Repita essa sentença várias vezes durante a história a fim de que as crianças a me-morizem. Na história de Mefibosete, a mensagem central é: “Embora você possa se sentir como um cão morto, vindo de “lugar nenhum”, Deus o vê como um de Seus filhos favori-tos”.

2. Leia a história e atente para os momentos sensoriais. Como Mefibosete sen-tiu a diferença ao trocar suas roupas ásperas pelas roupas de seda de um príncipe? Qual era o aroma do palácio? Como o cheiro era diferente de sua casa em Lo-Debar? De que cores eram as cortinas nos aposentos do palácio? Descreva o som da voz do rei Davi. Como sua voz soava a Mefibosete?

3. Busque os detalhes da história. Onde ficava Lo-Debar? Por que Mefibosete estava escondido lá? Qual é o significado do nome da cidade? Quem o escondeu lá? Por que ele se sentia como um “cão morto”? Como ele imaginava que Davi iria tratá-lo? As respostas a perguntas como essas irá encher sua história com detalhes fascinantes que a tornam mais verossímil, pessoal e real. Sua melhor fonte de pesquisa inclui livros sobre a vida e tempos bíblicos, comentários bíblicos, dicionários bíblicos e notas marginais de seu estudo da Bíblia. Mantenha seus olhos abertos aos detalhes que poderiam chamar a atenção das crianças e levá-las a se maravilharem.

4. Escolha palavras sensoriais e use-as de forma descritiva. Enquanto seca a testa e sorve longamente a água do copo, dê um suspiro profundo e diga: “Mefibosete vivia em uma cidade quente e poeirenta”, as crianças deveriam sentir-se suadas e com sede. Algumas delas de fato irão imitar seus gestos e suspirar junto com você. Quando o rei Davi coloca Mefibosete para sentar-se à sua mesa, descreva como as almofadas eram macias, o cheiro delicioso da comida e o sabor gostoso do suco fresco de maçã.

5. Envolva os sentidos das crianças. Faça-as sentarem-se como Mefibosete se assentava, com os pés que não podiam caminhar, escondidos sob o corpo. Faça com que encenem como se estivessem com medo do rei, assombrados com a vista a Jerusalém, repelido por cheirar como um cão morto, e admirados com o alimento delicioso na mesa de Davi.

6. Esteja preparado para as respostas das crianças. As crianças gostam tanto de participar quanto de ouvir. Se a sua história for bem-sucedida, as crianças terão se envolvido e estarão buscando retratos de sua própria vida ao sua história repassar o vídeo da vida de Mefibosete. Quando você descreve os sentimentos de tristeza dele, “como um cão morto”, esteja preparado pois a criança irá desejar falar a respeito de seu bichinho de estimação que morreu. Outra poderá lembrar-se de haver caminhado por um lugar poei-rento e quente e outras ainda desejarão falar a respeito de seus alimentos prediletos – “as-sim como Mefibosete à mesa do rei”. Quando a criança o interrompe para descrever algo de sua própria vida, ouça, reafirme e então ligue o comentário à sua história. “Lucas, estou triste de que você já tenha caminhado por um lugar poeirento e quente. Foi assim que Mefibosete se sentiu quando teve de deixar o palácio onde vivia com seu pai. Mas, quando Mefibosete chegou em Lo-Debar ...”

7. Ore para que Deus capacite sua imaginação a fim de que seja capaz de contar a história de forma honesta, clara e interessante. Quando findá-la, peça às crianças para resumi-la. Portanto, quando vocês estão realmente tristes e sentem como se ninguém se importasse, que sentimentos Deus tem por vocês? Ouça-lhes a resposta e então use sua mensagem central para consolidar o significado da história na mente das crianças. Acima de tudo, lembre-se de que ao contar a história você está sendo a voz de Deus, descrevendo-Lhe o caráter às crianças.

[Extraído de Kids’ Ministry Ideas, janeiro-março de 2005, pp. 6-7.]

SEMANA DE ORAÇÃO

Organize uma semana especial para fortalecimento da experiência espiritual das crianças. O título é Construindo minha vida. Se for usado com criatividade e responsabilidade, o texto pode se converter em uma ferramenta didática. Usando a construção de uma casa, este material ensina os passos que devemos dar para construir uma vida forte e cheia de propósito, e para caminharmos sempre seguros nas mãos de Jesus. inclui as seguintes partes:
1. O fundamento. A importância de ser autêntico. 2. As paredes. A importância de ser forte. 3. O teto. A importância de estar protegido. 4. As portas e as janelas. A importância da comunicação. 5. O acabamento. A importância da beleza interior e exterior. 6. O jardim. A importância de ter uma vida perfumada. 7. O piso. A importância do cuidado dentro e fora da casa. 8. Jesus. O convidado especial de minha casa. Extraído de Chave Mestra – Rol e Jardim da Infância - 2007 Divisão Sul-americana da IASD

terça-feira, 26 de junho de 2012

A FLOR SAUDÁVEL

Esta atividade encoraja as crianças a assistir a aula, convidar os seus amigos para vir à igreja, promove o comportamento e o trabalho. Veja como ele funciona: Cada criança recebe um pedaço de papel recortado na forma de um vaso de flores. A criança escreve seu nome no vaso de flores. A cada semana dar à criança uma flor que, em seguida, deve anexar ao seu vaso de flores. Se ela tem um amigo que convidou, recebe uma flor adicional. Se a criança tem demonstrado bom comportamento recebe uma flor extra, assim como quando completa sua tarefa. Explicar às crianças que eles também estão cultivando a sua vida espiritual através do atendimento e participação em classe, convidar amigos e fazer as suas tarefas. Esta atividade pode ser facilmente adaptada e utilizada com outros temas e/ou estações. No outono você pode usar uma árvore com várias folhas coloridas. Noé e a Arca poderia ser usado como um tema com as crianças adicionando os animais. Seja criativo e ajuste essa atividade para beneficiar sua turma! Extraído e adaptado de www.ministry-to-children.com

segunda-feira, 18 de junho de 2012

PALAVRA ILUMINADA - Dinâmica




Participantes: 7 a 15 pessoas

Tempo Estimado: Indefinido

Modalidade: Debate e Apresentação (opcional).

Objetivo: Verificar a opinião do grupo com relação a algum tema baseado em passagens bíblicas.

Material: Uma vela e trechos selecionados da Bíblia que tratem do assunto a ser debatido.

Observação: Para grupos cujos integrantes já se conhecem, a parte relativa à apresentação pode ser eliminada da dinâmica.

Descrição: A iluminação do ambiente deve ser serena de modo a predominar a luz da vela, que simboliza Cristo iluminando os nossos gestos e palavras. Os participantes devem estar sentados em círculo de modo que todos possam ver a todos. O coordenador deve ler o trecho bíblico inicial e comentá-lo, sendo que a pessoa a sua esquerda deve segurar a vela. Após o comentário do trecho, a pessoa que estava segurando a vela passa a mesma para o vizinho da esquerda e se apresenta ao grupo. Em seguida esta pessoa realiza a leitura de outro trecho da bíblia indicado pelo coordenador e faz seus comentários sobre o trecho. Este processo se realiza sucessivamente até que o coordenador venha a segurar a vela e se apresentar ao grupo. Então, o coordenador lê uma última passagem bíblica que resuma todo o conteúdo abordado nas passagens anteriores. Após a leitura desta passagem, os integrantes do grupo devem buscar a opinião do grupo como um todo, baseado nos depoimentos individuais, sobre o tema abordado. Quando o consenso é alcançado apaga-se a vela. Por último pode-se comentar a importância da Luz (Cristo) em todos os atos de nossas vidas.


Extraído de
Apostila de Dinâmicas, Central de Diretores JA, 2004
www.ministeriojovem.com.br

Espelho “Para Tornar-se como Ele”




Materiais:

Moldura
Espelho (do tamanho que caiba na moldura)
Marcadores
Cola quente
Estrelas de Madeira

Instruções:

Usando marcadores coloridos, peça para as crianças escreverem o que elas admiram no Salvador ao redor da beira da moldura. Cole duas estrelas de madeira nas pontas opostas. Usando a cola quente, prenda o espelho no fundo da moldura. Encoraje as crianças a pensar sobre como tornar-se mais semelhante ao Salvador quando usarem este espelho.

Extraído de
102 Atividades Para os Jovens
Escrito por Jenny Phillips & Whitney Permann (www.mercyrivermusic.com)

TEMPO DE ESPERANÇA